Oi Ana!

Todas as manhãs antes de ir pra faculdade,vc toma café comigo. Me emociono com as histórias,sorrio com vc e o louro,acho o programa de bom gosto e acredito que vc é uma das grandes comunicadoras atuais. Sou estudante de Rádio e TV e querendo ou não com o passar do tempo a gente começa a olhar a TV com outros olhos,bastante críticos por sinal. Continuo amando televisão,não seria esse o caso!Recentemente, com os temporais de Santa Catarina, me atentei ao apelo de vocês no quesito solidariedade. Sabe Ana, acho bacana isso, acredito na cidadania, solidariedade e trabalho coletivo mas se fossemos iniciar campanhas em prol de algo, tenho uma sugestão. Sou nordestino e pra vc ter uma idéia, em Vitória da Conquista há pouco tempo, uma garota que caminhava pra escola desmaiou no meio da rua, quando foram socorrer ela já estava morta, sabe o motivo?Fome. Vale ressaltar que Vitória da Conquista é uma das maiores cidades com perspectiva de desenvolvimento aqui na Bahia. Não quero aqui promover a miséria muito menos o egoísmo, mas fico intrigado quando saio pelas ruas de Conquista e vejo pessoas doando à Santa Catarina. Doando a quem perdeu alguma coisa. Se desse uma chuva dessas aqui, muita gente nem teria o que perder. Isso é lastimável!Desejo que você alcance mais sucesso na carreira e no fundo do coração, acredite que essa mensagem saiu da mente de um jovem questionador, ansioso por respostas que muitas vezes demoram por vir, quando não inexistentes...Abraço fraterno!

 

Everaldo Netto

[E-mail enviado à produção do programa Mais Você]



Escrito por Netto Nunes às 21:22
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[M. I. D. I. A]

Meio Instituído Divulgando a Irracionalidade Alheia

 

Quem assistiu a TV esses últimos dias, vai saber do que estou tratando. Todos acompanharam atônitos um verdadeiro reality show da vida real. Parece redundante, mas foi assim que aconteceu.

Câmeras ligadas, seqüestro, agonia, morte. A vida caminhando em ângulos e furos de reportagem. A vida sendo explorada e jogada nas milhares de salas com sofás e famílias que devoravam o que já vinha pronto.

Pra finalizar, dez mil pessoas que interrompem sua rotina e vão “levar solidariedade” a quem precisa. Vale ressaltar que essa manifestação de bondade vinha acompanhada de celulares que disparavam flash e filmavam o cadáver.

Confesso que senti nojo daquelas pessoas, mas em seguida vi que tinha algo maior do que aquilo por trás de tudo, algo que constrói e destrói em segundos. E aquelas pessoas, coitadas, eram meras marionetes. O espetáculo já estava pronto. Aplausos a soberania da ignorância. Aplausos a exploração da tristeza!

 

Netto Nunes



Escrito por Netto Nunes às 10:02
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Sobre esquecimento, sobre vida...

 

 

Foi assistindo a um filme nessas madrugas aí que eu comecei a questionar de fato sobre o tal esquecimento. Na obra visual, a protagonista é levada a esquecer do seu filho, dado como morto em um acidente, mas na real, ela sente que ele está vivo em algum lugar. O resto só assistindo...

Bom, daí comecei a pensar nas coisas que esqueci. Acabei lembrando. Nos momentos que faço questão de esquecer. Mas, quando lembro que tenho que esquecê-los, eles estão bem vivos na mente. Meio confuso. Mas confesso que sei separar, tem coisa que vai pro lixo, não me serve de nada. Umas lembro sempre. Outras, eu reciclo.

Como esquecer das primeiras pedaladas? Dos aniversários surpresa? Do beijo de boa noite da minha mãe? Do nascimento dos irmãos? Dos olhares na barraca de pastel?

Enfim, tudo constrói! Até as partidas, seja de pessoas, seja de épocas, de fases... Aprender a esquecer é necessário. Esquecer é viver! Existem coisas tão pequenas. Parafraseando meu avô, grande pra mim é o que eu considero grande! Portanto, aproveitar o útil da vida é combustível pra qualquer alma. Reciclar o que parecia inutilizado, é vivenciar a aprendizagem essencial a todo humano.

 

[Netto Nunes]

 

 



Escrito por Netto Nunes às 10:59
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Diário de Férias (Parte II)

Família + Fim de semana + Frio = Reflexões.

 

Sabem o que é levantar e tomar um belo chocolate na sua caneca?Olhar em volta e vê nos móveis ou objetos um pouco de você ou daqueles a quem você tanto ama...

Pois é, amanheci assim! Na casa em silêncio (ops, minha casa!) me sinto como um rei numa fortaleza, e acredito que seja assim. Daqui do alto a cidade que treme com o frio cheio de vida. Uma cidade testemunha de uma família que pode ser considerada uma grande família feliz!!

Toda vez que as baterias de algo descarregam elas precisam urgentemente de uma tomada. Nesse fim de semana encontrei meu plug. Não que eu seja do tipo celular ou máquina digital. Ainda tenho a capacidade de sentir, graças! Mas confesso com pureza de coração, parece que toda vez que retorno ao meu lar volto renovado, pronto para as adversidades do mundo lá fora que no meu caso ultimamente tem sido o estresse, a correria, as provocações, mas entendo que uns são felizes, outros são amargos e frustrados. É a vida! Coisa pequenas se comparadas ao tamanho do ninho. E em todas as circunstâncias sinto a falta de um ambiente capaz de me renovar a cada amanhecer...

"Não existe nada como a nossa casa", já dizia meu avô, já dizia minha mãe... E hoje penso assim! "Família sempre fica!" já diziam também. Quero deixar claro que não tô amargurado com nada. Apenas nostálgico pelos últimos momentos, afinal daqui a três horas pego o ônibus de volta à vida real. E isso me permitiu esse pensamento.

É muito bom estar rodeado por pessoas saudáveis, que permitem seu crescimento, que também dizem não e acima de tudo sejam ser o que vc tem de mais bonito: a humanidade. Obrigado família, acreditem, pelo menos uma vez no mês vou me permitir essa felicidade!

 

Netto Nunes

 



Escrito por Netto Nunes às 11:52
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Diário de Férias – Ônibus, Leitura e Crianças Adultas

 

Hoje o dia amanheceu bonito, todos são. No percurso para Salobrinho, as nuvens armaram um plano contra o sol, nublou... Interessante, que nesse exato momento morria Rudy Steiner, melhor amigo de Liesel Meminger (A Roubadora de Livros de Markus Zusak). Desde pequeno, escutava dizer que os dias em que alguém partia geralmente choviam ou ficavam nublados. Senti a morte de Rudy, já tínhamos um vínculo. Mas entendi as circunstâncias e concordo com a sabedoria da vida. Enfim, o sol voltou a aparecer enquanto entrava na UESC.

Certa vez, um professor chamou atenção para as “estórias” em ônibus coletivo. Essa é a máxima verdade... Olhar além da janela (já disso aqui no blog!). E ultimamente tenho encontrado cada personagem, cada enredo, dignos de uma grande produção cinematográfica. Aproveitando a deixa de algumas colegas blogueiras, que recentemente postaram relatos de experiências em festas infantis que de infantis não têm nada, estão mais pra bailes funks ou coisa parecida, gostaria de relatar também uma estória de coletivo. Todas as manhãs me deparo com um pequeno grupo de crianças, animadas, todas em direção a escola. Conversam, ou gritam, o tempo inteiro. Até aí tudo normal... Mas quando eles começam o repertório musical... Esperava os últimos hits da rainha dos baixinhos, mas ao mesmo tempo lembro que ela foi Rainha nos anos 80. Pô, seria querer demais!! Uma sempre puxava e os outros em seguida davam coro e ritmo. Pra começar:

“Me ensina-na,me ensina a namorar

Um beijo bem gostoso eu vou te dá, eu vou te dá

Me ensina-na, me ensina a fazer

Aquele amor gostoso com você!”

 

Sem exagero algum, naquele pequeno grupo a mais velha deveria ter oito anos. Isso sem contar no dia que encontrei uma linda menina, salto alto, maquiada e cabelos escovados, essa devia ter seus dez anos. Onde estão as queixas? Não quero dá uma de moralista e criar um guia de conduta infantil (detesto guias!), mas analisar os fatos faz parte de minha personalidade. Nesse caso, de um lado temos uma mídia sedenta por formar padrões e ícones, mesmo que estes sejam de ordem digamos estética (que o digam os milhões de litros de silicone!) e de outro, uma juventude ansiosa e estressada (pós-modernidade lembra?) que procura vivenciar as coisas antes do relógio natural. O resultado disso está aí nos ônibus, nas ruas, nas casas, “adolescentes” com oito anos de idade, adultos com doze. É difícil querer que eles não mudem. A realidade é outra! Por isso volto pro meu livro e me divirto com as aventuras de Liesel, ela sabe ser criança. Isso se tornou arte de uns tempos pra cá.

 OBS:Imagem meramente ilustrativa (e romântica), não condiz com a realidade.

 



Escrito por Netto Nunes às 12:07
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Diário de Férias – Mini-mercado, Filme e Machismo.

 

Ontem fui ao mini-mercado comprar leite condensado e creme de leite. A noite prometia. O filme era Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (com Johnny Deep), a melhor pipoca (mais gostosa que a do Multiplex) e o brigadeiro perfeito. Mas voltando ao supermercado, enquanto verificava os preços (é, a inflação nos permite isso!) percebi uma criança caindo logo atrás de mim, tomei um susto pela pancada. Em seguida sua mãe se aproximou:

             - Não chore! Homens não choram! Se chorar não te trago mais...

Aqui, o susto foi bem maior. Primeiro, pela aparente falta de preocupação com a queda. Segundo pela afirmação/condenação. Numa espécie de sentença, aquela mãe, sem saber (ou não!), estava privando o seu filho ao máximo direito do ser humano: a capacidade de expressão. Entendo que choros e berros infantis desagradam, mas é fato, e entra aí um pouco de Psicologia, somatizar mágoas ou frustrações não formará um adulto sadio. Calma! Não estou rogando praga à vida daquela criança. Apenas ponho o exemplo pra ressaltar algumas verdades.

Confesso que fiquei com dó pela criança e pela mãe. O pequenino por não poder extravasar, representar em ação o que vem à alma, nesse caso: a dor. Quanto a ela, não a culpo, na certa foi criada num ambiente onde nunca viu um homem chorando. Pode ser que tenha a visão de que isso é sinal de “masculinidade e virilidade”, portanto não se deve chorar mesmo, essa função cabe apenas às mocinhas donzelas em final de novela das seis.

Pensem no tanto de crianças que crescem sob pressão. Desses, alguns serão os responsáveis por tantas “Marias da Penha” amanhã. O mais interessante que isso se repete, geração após geração determinando o modo de comportamento ideal, numa sociedade que, sinceramente, não tem a mínima noção do que é isso. Azul ou rosa, bola ou boneca, futebol ou novela, e cada vez mais indivíduos sem noção do que é o verdadeiro sentir. Não quero proclamar para o próximo Natal, pedidos de Barbies feito pelos meninos ou camisas de times Europeus pelas garotas. Não! Nada de inversões, ainda mais se falando de um sistema patriarcalista. Só penso que certos detalhes aqui não fazem diferença, existem bem maiores. A grandeza do ser humano consiste em SER!! E isso basta...

 

Netto Nunes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Netto Nunes às 11:12
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Interessante perceber o que vai por trás da janela... Hoje, algumas lágrimas de nuvens que enfeitam o céu e tentam tapar o sol!! Se elas não tapassem, muita gente aqui embaixo insiste nas cortinas. Logo o sol, tão esplendoroso, tão vivo!!

Daqui de dentro, sentimentos que povoam e ganham vida em instantes, manipulados por idéias que vibram eufóricas como crianças ao entrarem no Circo. Em meio à pequenas gotículas, sensações que beiram o êxtase... Como seria bom se todos silenciassem ás vezes e percebesse o que diz a nossa volta. Mesmo no silêncio, as coisas falam, se expressam, só não escuta quem não quer (ou não sabe!). A própria alma é dotada de vida e ainda existem aqueles que insistem silenciá-la.

Fica decretado a introspecção para todo ser vivo pensante!! É nela que geralmente acrescentamos algo de novo ao espírito, à mente. Estes, numa simbiose perfeita, vivem se completando, se ajudam em prol de uma tal evolução. O caminho desponta em cada esquina, basta apenas que deixemos os passos seguirem sempre consciente de que são necessários.

Hoje acordei e achei o dia lindo. Todo dia assim o é, meu olhar que ás vezes não corresponde. Já pensaram nisso?

 

Netto Nunes.

 

PS: Fãs do Conto não desesperem, ele terá um fim ou não. Em breve notícias!!



Escrito por Netto Nunes às 11:42
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Hoje acordei com alma argentina... Com direito a panelaço!!

Primeiro deixar claro que essa “rivalidade” Brasil X Argentina comigo não existe, pelo contrário, admiro o país, sua cultura e principalmente seu povo que sabe o que quer, tem conhecimento do que ser quer e luta por isso, nem que seja usando panelas. Fazem barulho, não apenas por fazer... Que ele tenha significado!

Ontem, num belo dia de sol, procurando desviar atenção da estrada, comecei a ler determinada matéria. Como toda notícia, a apresentação do fato e em seguida a “opinião” (muitas vezes camuflada) da pessoa que escreve. Bom, falava da lei PL 29 que, se aprovada, determina que a TV paga, num prazo de quatro anos, apresente 25% de seu conteúdo totalmente nacional. Ou num pacote de 40 canais, que 10 sejam brasileiros. Enfim, uma espécie de cotas pra aquele público que assina os canais justamente por serem diferenciados da TV aberta.

Sou universitário, faço parte de uma Universidade adepta do sistema de cotas mas não sou a favor. Isso só prova a nossa ineficiência em alguma coisa... Nesse caso, na educação! Tratando dos canais, reforçando a idéia do que é nacional vale menos. É preferível você pagar pra assistir um filme nos moldes norte-americanos com atores aposentados (estilo “Indiana Jones setentão”) ou atrizes-cantoras do que apreciar nossa produção na Tela Quente da Globo. Ah, em dezembro, nosso querido Lula, bom conhecedor dos produtos nacionais, estipulou para 28 dias o prazo mínimo para exibição de filmes nacionais nas salas do cinema... Mesmo que aquele seja decadente! Vale lembrar que a cultura reforça a identidade do seu povo e conhecê-la é melhor ainda. Agora imposições que lembram certo período de nossa história, é sinal de burrice.

Por isso, bato as panelas. Nem preciso de Casa Rosada. Toda vez que houver indignação, que eu proteste, que protestemos! Mesmo que não tenhamos uma biblioteca em cada esquina, como nos moldes argentinos, mas que a capacidade de enxergar esteja latente, afinal a realidade está aí ao nosso redor...Basta abrirmos os olhos!

 

                                                                                                                                             Netto Nunes

 

 



Escrito por Netto Nunes às 10:28
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Capítulo VIII

 

Fersen estava disposto a conquistar Catarina e já vislumbrava em seus pensamentos os momentos que teria com ela. A levaria naquela tarde a um passeio e no outro dia para o famoso Baile das Uvas. Lohan estava animada naquele dia e tudo parecia caminhar a seu favor, até o sol brilhava lá fora, só o tempo que parecia não contribuir.

    - Larga de ansiedade menina! Falava Elvira entre risos.

    - Ah, você não sabe como anda meu coração...Respondeu ligeiramente.

Enquanto isso, Madeleine dormia, embevecida em seus sonhos de conquista e ilusão. A subida na montanha lhe havia cansado, mas ela arquitetara tudo e nada haveria de dá errado.

 

Horas mais tarde, na casa de Catarina a campainha interrompera o silêncio costumeiro. Catarina, nervosa, pediu pra que Elvira abrisse a porta enquanto ajeitava seus cabelos, deveria ser o Conde. Ao abrir, Elvira dera de cara com o belo rapaz.

     - Boa tarde senhora, Catarina está pronta? Perguntou com um belo sorriso.

     - Sim Conde, entre e espere um pouco!

     - Não pretendo demorar, o dia está lindo e quero aproveitar o máximo da companhia da bela senhorita. Respondeu Fersen.

Elvira sentira sinceridade naquelas palavras. Que sentimento nobre estaria por vir. Saiu em busca de Lohan que nessa hora já descia as escadas. Ao encontrar com o Conde na sala, esboçou grande sorriso.

     - Como vai Conde?

     - Diante de tamanha visão, não poderia estar melhor.

Catarina estremeceu, Fersen sabia lhe galantear com delicadeza e atenção. Estava muito feliz e esperava ansiosa por aquele passeio.

     - Vamos? A Charrete nos aguarda! Convidou o moço.

     - Sim, Elvira retornarei...

     - No fim da tarde. Interrompeu Fersen.

Ao saírem da casa, Catarina percebeu que a charrete estava sem guia.

     - Quem irá nos conduzir? Perguntou curiosa.

     - Sou formado em Condução de Charretes pela Universidade da França. Respondeu em tom de humor.

Riram e em seguida ele a ajudou subir na charrete. Nada e nem ninguém, apenas aqueles dois corações apaixonados. A tarde seria muito romântica.

 

A metros dali, Madeleine despertara. Sentia algo naquela tarde, não era cansaço, havia dormido muito bem e por horas seguida. Algo a chamava na janela que dava acesso à rua. Ao abrir, percebeu Lohan e Fersen felizes saindo de charrete. Em seu coração, uma ponta de ciúme parecia tomar seus sentidos. Fechou as cortinas, conferiu a poção que recebera de Dona Celestina e seguiu para um banho. O dia estava apenas começando para ela.

 

Num lindo bosque, o casal decidiu parar. A tarde estava agradável. Fersen, gentil e cavalheiro, abriu uma toalha na grama verde na qual sentaram e em seguida pegou uma pequena cesta. Nela havia algumas frutas, bolos, e geléia de tamarindo.

 

    - Fersen, tamarindo, a minha preferida!! Falou animada.

    - Nem te falei desse poder especial.

O Conde, apesar da educação formal, possuía um tom de humor bem particular que atraía a atenção de Lohan. Aquilo o diferenciava dos demais rapazes da sociedade, todos não tinham graça para ela. Ali, conversaram, falavam de planos, riram, colheram flores...

    - Lohan, me ajuda a desvendar o que se passa em meu ser? Falou em tom sério.

A moça olhava em seus olhos, sempre atenciosa às suas palavras.

    - Sempre acreditei em sentimentos, eles são muito mais que aquelas histórias de príncipes e princesas com final feliz! Falava ele.

    - Sempre acreditei em príncipes, mas confesso que prefiro a realidade. Respondeu quase em sussurros.

Naquele instante, sem perceber os dois se entregaram a um longo e delicioso beijo. Tanto ele quanto ela, sentia um ardor queimar sua alma. Catarina, nem pensou e entregou aos braços do Conde tamanha vontade e desejo. Fersen receara prosseguir seus instintos. Mas seu amor era forte e sincero, retribui ao calor da amada e prometeu em gestos que aquele seria o momento ápice do mais puro amor.

Em seguida, adormeceram, lado a lado e por dentro a realização parecia querer extravasar a alma dos apaixonados. Se pudessem sairiam dali gritando ao mundo o quanto sentiam um pelo outro. Por enquanto, se calavam, apenas o bater do coração rompia aquele silêncio profundo e íntimo.

 

Continua...

 

Netto Nunes



Escrito por Netto Nunes às 11:49
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Quero te amar em cada pôr do sol

Te celebrar em todo amanhecer

Ser fiel a ti

Como o Sol à Lua

A poesia ao poeta

A criança ao brinquedo

Quero te cantar

Te ouvir

Misturar nossos sonhos

Suspirar, sorrir

Dormir e te ter em sonhos

Acordar e te ver ao meu lado

Quero sair nas ruas

E proclamar meu amor

Escrever em muros, outdoors

Quero estar contigo

Ser você

Quero tua essência

Me adoçando

Completando

Quero a certeza que vai durar

Afinal somos um

Inseparáveis

Indissociáveis

Apenas um.

 

Netto Nunes



Escrito por Netto Nunes às 14:34
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